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Louco por Galaxie guarda relíquia do pai e restaura carro do ex-presidente JK

Autor: Por Luciano Calafiori, G1 Campinas e Região | Publicado em: 11/08/2017

Fababiano Tilli, de Campinas (SP), se define como apaixonado e louco pelo Galaxie, carro que ficou marcado por décadas como símbolo de elegância e luxo no Brasil. Neste ano, o automóvel completou 50 anos de história no país.


A paixão dele, iniciada na adolescência, tem registro de 12 veículos na coleção, "briga" dele para o carro do pai não ser vendido e o convite para auxiliar o Exército Brasileiro no restauro do modelo que pertenceu ao ex-presidente Juscelino Kubitschek [1956-1961].


O Galaxie foi produzido no Brasil entre os anos de 1967 e 1983 pela Ford. O primeiro modelo, o Galaxie 500, foi apresentado ao público no dia 2 de abril de 1967, e era o primeiro veículo verdadeiramente moderno produzido no país, segundo a fábrica. Cerca de 78 mil galaxies foram produzidos.


Quatro destes carros estão hoje na garagem do Tilli, em Campinas. O preferido é o modelo 1972, que o pai dele comprou zero quilômetro e igual ao usado pelo ex-presidente, falecido em um acidente automobilístico no ano de 1976.

Ele chegou a arrumar uma briga familiar para impedir que o carro fosse trocado por um Fiat 147 novinho.


“Meu pai tirou o carro zero quilômetro em 1972, eu tinha 1 ano. O carro era de uso dele, depois minha mãe usou o carro até 1976. Ela levava a gente [ele e o irmão mais velho] para a escola. O Galaxie ficou depois como terceiro carro da família”, explica Tilli sobre o nascimento do amor pelos galaxies.


Anos depois, quando tinha entre 15 e 16 anos, o fã do carro começou a dar as primeiras voltas no veículo com autorização da mãe. Eram voltas rápidas no quarteirão e idas ao supermercado.

Foi nesta época que deu início também aos estudos sobre o funcionamento do automóvel, que nos anos 1980 era comum nas garagens de empresários e políticos pelo fato de ser caro e grande, com mais de 5 metros de comprimento.


Anos depois, quando tinha entre 15 e 16 anos, o fã do carro começou a dar as primeiras voltas no veículo com autorização da mãe. Eram voltas rápidas no quarteirão e idas ao supermercado.

Foi nesta época que deu início também aos estudos sobre o funcionamento do automóvel, que nos anos 1980 era comum nas garagens de “Comecei a me interessar sobre outros modelos [Galaxie] e estudar a literatura de carros antigos. Meu padrinho tinha um 1969 e comecei a me interessar pelo modelo 69”, completa Tilli.

Ao cruzar a linha entre a adolescência e a maioridade, participou da fundação do Clube do Galaxie, no ano de 1989, em Campinas.e políticos pelo fato de ser caro e grande, com mais de 5 metros de comprimento.


No final dos anos 1990, o morador de Campinas chegou a ter 12 modelos. A quantidade também tinha a ver com o fato de ele trabalhar com aluguel de carros para casamentos.


Carro do presidente JK no caminho

Há cinco anos o Exército Brasileiro entrou em contato com dois especialistas em Galaxie no estado de São Paulo. Um deles, era Fabiano Tilli.

O convite era para participar do projeto de restauro do modelo que pertenceu ao ex-presidente Juscelino Kubitschek.

De acordo com o segundo sargento André Revoredo Nascimento, do 16º Batalhão Logístico, em Brasília (DF), a missão dada pelo comando do quartel tinha um problema.

Os oficias do Exército estavam acostumados a restaurar jipes e tanques, mas não tinham Know-how no em carros como o Galaxie, considerado um clássico na indústria nacional.

“Ajudei a desmontar e montar. O Exército só sabia restaurar jipe e tanque de guerra. Imagina mexer em um carro clássico”, explica Fabiano Tilli.

O especialista e o 2º sargento lembram que o carro não estava em situação tão ruim, mas o assoalho do porta-malas teve de ser refeito, a pintura foi renovada, assim como o estofamento.

O motor do Galaxie 500 do ex-presidente não funcionava há 30 anos.

Tilli pontua que o veículo não estava 100% original. As calotas, por exemplo, eram do Landau. Após o carro ser totalmente restaurado, ele retornou para o Memorial JK, em Brasília.


Após trabalhar no restauro do carro particular do ex-presidente, o Fabiano Tilli ganhou um troféu com um Galaxie em miniatura.

“Vamos curtir o Galaxie, que é um senhor carro”, finaliza.

Para o sargento, o restauro do carro histórico foi um aprendizado.

“Eu conhecia a história do ex-presidente, a história do carro eu não conhecia. Foi um projeto bastante desafiador e foi uma honra trabalhar no projeto”, declara o segundo sargento.



Globo.com